Doenças de final de ciclo da soja: a importância do manejo integrado na proteção foliar
Doenças de final de ciclo da soja: a importância do manejo integrado na proteção foliar
Data: 2 de fevereiro de 2026
Doenças de final de ciclo da soja: a importância do manejo integrado na proteção foliar
As doenças de final de ciclo (DFC) representam um importante desafio fitossanitário para a cultura da soja, especialmente durante o período reprodutivo. Entre as principais enfermidades destacam-se a mancha-parda, causada por Septoria glycines, e o crestamento foliar de Cercospora, associado a diferentes espécies do gênero Cercospora.
Embora os sintomas sejam frequentemente observados nos estádios mais avançados da cultura, esses patógenos podem estar presentes desde o desenvolvimento vegetativo, permanecendo em estado latente nos tecidos vegetais. Em condições favoráveis, caracterizadas por temperaturas elevadas e chuvas frequentes, a progressão das doenças pode provocar desfolha prematura e redução da área fotossinteticamente ativa.
Segundo Godoy et al. (2025), o complexo de doenças de final de ciclo exige atenção ao posicionamento dos fungicidas, considerando o histórico da área, as condições ambientais e o desenvolvimento da cultura. A perda antecipada de folhas compromete a produção e a translocação de fotoassimilados, interferindo diretamente no enchimento dos grãos.
Nesse cenário, a integração entre estratégias químicas e biológicas tem despertado interesse como alternativa para diversificar os programas de manejo fitossanitário.
Bactérias do gênero Bacillus apresentam potencial de antagonismo a diferentes fitopatógenos, principalmente pela produção de metabólitos com atividade antifúngica, competição por recursos e estímulo aos mecanismos naturais de defesa das plantas.
O DuoBac, fungicida microbiológico da Bioagreen, está inserido nesse contexto de utilização de tecnologias à base de Bacillus no manejo fitossanitário. A utilização desses agentes deve considerar as características da formulação, o posicionamento técnico e os alvos contemplados no registro do produto.
A proteção da área foliar durante os estádios reprodutivos depende da integração entre monitoramento, manejo preventivo e utilização criteriosa das ferramentas disponíveis. Dessa forma, o emprego de tecnologias microbiológicas, aliado às práticas agronômicas convencionais, representa uma oportunidade para diversificar estratégias e contribuir para sistemas produtivos mais eficientes.
Conteúdo desenvolvido pelo Departamento Técnico da Bioagreen.
Referências bibliográficas
GODOY, C. V. et al. (2025). Eficiência de fungicidas para o controle das doenças de final de ciclo da soja, na safra 2024/2025: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Londrina: Embrapa Soja. Circular Técnica, 215.
GODOY, C. V. et al. (2022). Eficiência de fungicidas para o controle das doenças de final de ciclo da soja, na safra 2021/2022: resultados sumarizados dos ensaios cooperativos. Londrina: Embrapa Soja. Circular Técnica, 183.

