Controle biológico de percevejos na soja: a atuação dos fungos entomopatogênicos

Controle biológico de percevejos na soja: a atuação dos fungos entomopatogênicos

Data: 7 de janeiro de 2026

Controle biológico de percevejos na soja: a atuação dos fungos entomopatogênicos

Os percevejos representam um dos principais desafios fitossanitários da cultura da soja, especialmente durante o período reprodutivo. Espécies como Euschistus heros, Nezara viridula e Piezodorus guildinii alimentam-se diretamente das vagens e dos grãos em desenvolvimento, podendo provocar redução de peso, comprometimento da qualidade das sementes e perdas de produtividade.

O comportamento desses insetos, que frequentemente permanecem protegidos no interior do dossel, representa um desafio adicional para o manejo. Nesse contexto, a utilização de agentes microbiológicos tem ampliado as possibilidades de controle dentro dos programas de Manejo Integrado de Pragas (MIP).

Entre esses agentes, destacam-se os fungos entomopatogênicos Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana, capazes de infectar insetos a partir do contato de seus conídios com a cutícula. Após a adesão, os conídios germinam e penetram no tegumento, iniciando um processo de colonização que compromete funções fisiológicas do hospedeiro.

Estudos conduzidos por Sosa-Gómez e Moscardi (1998) demonstraram o potencial desses fungos no controle de diferentes espécies de percevejos da soja, evidenciando sua importância como ferramentas complementares ao manejo convencional.

Uma característica relevante dessas tecnologias é a possibilidade de persistência de conídios viáveis nas superfícies tratadas, permitindo novas oportunidades de infecção após a aplicação. Entretanto, essa ação residual depende de fatores ambientais, como temperatura, umidade e radiação solar.

Nesse cenário, o Lanceiro, da Bioagreen, associa Metarhizium anisopliae e Beauveria bassiana em uma formulação microbiológica com ação por contato e proposta de efeito residual, contribuindo para a diversificação das estratégias de manejo de insetos-praga.

A integração entre controle biológico, monitoramento populacional e outras ferramentas fitossanitárias representa uma alternativa para tornar o manejo mais eficiente e sustentável. O posicionamento adequado dessas tecnologias, respeitando suas características e recomendações de uso, é fundamental para explorar seu potencial no campo.

Conteúdo desenvolvido pelo Departamento Técnico da Bioagreen.

Referência bibliográfica

SOSA-GÓMEZ, D. R.; MOSCARDI, F. (1998). Laboratory and field studies on the infection of stink bugs with Metarhizium anisopliae and Beauveria bassiana in Brazil. Journal of Invertebrate Pathology, v. 71, n. 2, p. 115–120.

Utilizamos cookies para monitorar o tráfego do website e melhorar a sua experiência, e ao continuar navegando, você concorda com estas condições.
Prosseguir