Manejo biológico de doenças de solo: o papel do Trichoderma na proteção das culturas
Manejo biológico de doenças de solo: o papel do Trichoderma na proteção das culturas
Data: 25 de fevereiro de 2026
Manejo biológico de doenças de solo: o papel do Trichoderma na proteção das culturas
As doenças de solo representam importantes fatores limitantes da produtividade agrícola, especialmente por comprometerem o desenvolvimento radicular e a capacidade das plantas de absorver água e nutrientes. Entre os principais patógenos associados a essas enfermidades destacam-se fungos dos gêneros Fusarium, Rhizoctonia e Macrophomina, capazes de sobreviver no solo e em restos culturais, dificultando seu manejo.
A presença desses organismos pode provocar podridões radiculares, redução do crescimento vegetal e morte prematura de plantas. Nesse contexto, o controle biológico surge como uma ferramenta complementar às práticas tradicionais, contribuindo para o manejo preventivo e a manutenção do equilíbrio microbiológico do solo.
Entre os agentes de biocontrole, fungos do gênero Trichoderma destacam-se pela capacidade de colonizar a rizosfera e atuar por diferentes mecanismos de antagonismo. O micoparasitismo, caracterizado pela interação direta com fungos fitopatogênicos, a competição por espaço e nutrientes e a produção de metabólitos antifúngicos estão entre seus principais mecanismos de ação.
Louzada et al. (2009) demonstraram o potencial antagônico de isolados de Trichoderma contra Sclerotinia sclerotiorum e Fusarium solani, evidenciando a importância da seleção de microrganismos eficientes para programas de controle biológico.
Nesse cenário, o Marechal Duo, da Bioagreen, combina Trichoderma harzianum e Trichoderma asperellum, duas espécies reconhecidas por seu potencial de interação com a microbiota do solo, antagonismo a fitopatógenos e promoção do desenvolvimento vegetal. A associação desses microrganismos integra uma proposta de manejo biológico voltada à proteção e ao equilíbrio fisiológico das plantas.
A eficiência dessas tecnologias depende de fatores como condições ambientais, características do solo, viabilidade dos microrganismos e correto posicionamento das aplicações.
Dessa forma, a integração entre controle biológico, rotação de culturas, manejo de resíduos vegetais e diagnóstico fitossanitário representa uma estratégia importante para reduzir a pressão de doenças e favorecer sistemas radiculares mais saudáveis.
Conteúdo desenvolvido pelo Departamento Técnico da Bioagreen.
Referências bibliográficas
LOUZADA, G. A. S. et al. (2009). Potencial antagônico de Trichoderma spp. originários de diferentes agroecossistemas contra Sclerotinia sclerotiorum e Fusarium solani. Biota Neotropica, v. 9, n. 3, p. 145–149.
LOBO JÚNIOR, M.; MACEDO, R.; SANTOS-GOULART, P. F. (2022). Solos supressivos a doenças. In: MEYER, M. C. et al. (ed.). Bioinsumos na cultura da soja. Brasília: Embrapa, p. 215–226.

